quinta-feira, 31 de março de 2016

Quem tem medo de Guimarães?


Desde a antiguidade o homem busca respostas para questões de cunho existencial, demonstrando quão paradoxal é a condição humana, sua (in) finitude e a complexidade  de toda uma existência. 

Perceber em si uma certa introspecção ao ler Guimarães é permitir-se o recolhimento necessário para um deparar-se com a realidade, quiçá o vislumbre de algo, muitas vezes, ainda intocado em nós e que é universal. É um ir ao encontro com o mais profundo que existe e que está muito além da ancestralidade, o subjetivo. 

Conhecer o Sertão por meio das imagens contidas no romance é identificar o perigoso da vida dentro de si, transcender as veredas que nos permeiam e  intergrar-se aos mistérios que perpassam a vida e a morte, debruçando-se sobre uma simbologia que a tudo relativiza e questiona. 

De acordo com Galvão (2000, p. 30), encontramos um sertão mítico, onde em jogo está a salvação ou a perdição do ser humano, mero peão na eterna batalha entre Deus e o Diabo. Esse é o espaço ao mesmo tempo geográfico, simbólico e mítico (...) sem fronteiras interiores  nem exteriores (...). Um espaço onde o maravilhoso e o fantástico fazem parte da vida cotidiana. 




Referência: GALVÃO, Walnice Nogueira. Guimarães Rosa/ Walnice Nogueira Galvão. - São Paulo: Publifolha, 2000. - (Folha explica)

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